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23 de novembro de 2009

2ª Picareta Cultural






















A Picareta Cultural não é um fenômeno de explicações.


É uma festa que mistura elementos fundamentais à for-
mação intelectual dos indivíduos, a clássica trindade que
gera todo tipo de amizades: cachaça, poesia e música.

Tudo no mesmo lugar e ao mesmo tempo.

Diferentemente do que acontece fora desse mundo de
utopia, seus organizadores sofrem de distúrbios mentais
gravíssimos e não visam ter lucro nenhum com o evento
(muito sério).

A entrada do evento é FRANCA e tudo que acontecerá
nele depende única e exclusivamente da presença da ga-
lera!

Queremos que todos possam curtir e usufruir dessa brin-
cadeira (ia usar o termo picadeiro, mas isso é batido e cir-
cense, o que infelizmente me deixa mal porque não me dou
bem com palhaços).

Fica aqui o mais que sincero convite aos simpáticos repre-
sentantes dessa galeria de música cachaça et poesya.

Não vacilem e apareçam, porque o que importa mesmo é
fazer história.

Rá!

* palavras de Caio Carmacho, ou Caio Caio, ou Caiera, Caio,
tanto faz, fique a vontade para escolher, a pessoa é uma só,
manda sempre muito bem e é de casa...

PS.:
além da ilustre presença de nosso anfitrião e organiza-
dor e etc e tudo mais, Caiera, estarão presentes em contri-
buição à pavirada: Mano Melo, Ismar Tirelli Neto, Flávio de
Araújo, Omar Salomão, Tchello Melo, e os músicos Rubinho
Jacobina e Dimitri BR.

Narcolepsia

Fez do relógio,
Uma rede.

E passou a
Levantar todos
Os dias...

Às 13:50 horas.












Definição (segundo o Wikipedia):


Condição neurológica caracterizada
Por episódios irresistíveis de sono e
Em geral distúrbio do sono.

É um tipo de dissonia.


O sintoma mais expressivo é a
'Preguiça' e a sonolência excessiva,
Durante o período da manhã, que deixa
O paciente em perigo enquanto realiza
Tarefas comuns...

Como conduzir, operar certos tipos de
Máq
uinas e outras ações que EXIGEM
Concentração.

Isso faz com que a pessoa passe a
Apresentar dificuldades no trabalho, na
Escola e, até mesmo, em casa.

Imagem: Salvador Dalí - 'Sleep' (1937).


Vicente Kresiak

21 de novembro de 2009

Para Quem Será?

Para quem será?

Que se desvia fácil o meu olhar.

Para se perder na imensidão de
Um sorriso, tão fácil quanto a
Minha perdição...

Para onde será?

Que eu desvio os meus caminhos,
Buscando encontrar numa esquina
Qualquer, esse tal amor...

Que tarda, mas não falha.

Eu não tenho pressa.

A pressa é inimiga da perfeição.
E meu coração, enfim, pode esperar...


Vicente Kresiak

30 de agosto de 2009

Sábado

Vem você,
Nessa doce manhã
De sábado.

Lindíssima,
Cheia de cuidados.

Com esse seu

Sorriso ensolarado,
Que me ilumina

Pedindo beijos e
Sussurrando malícias.

Despertar assim é
Uma delícia, e sem
Pensar...

Realizo seus desejos...


(Vicente Kresiak)

23 de julho de 2009

Fotografia

Lapso.

De tempo
Congelado.

Momentos,
Fragmentos,
Irretocáveis.

Memoráveis,
Intransponíveis,
Imortais.

À mostra,
Guardados,
Esquecidos.

Faces que
Vão, que ficam...

À face de um
Papel-tecido.


(Vicente Kresiak)

Velho

Já fui dos mais
Sorridentes do
Meu bando

Mas o tempo...

Passou, assim,
Passando.

E agora,
Praticamente
Sem dentes...

Vou da vida
Me aposentando.


(Vicente Kresiak)

7 de julho de 2009

Parati

(ou Paramim)

Minha estadia
Tem prazo de
Validade

Passo mais
Dois ou três
Dias

Nessa cidade.

E talvez mais
Cinco, ou seis
Meses

Pensando
Em voltar.

Haja saudade...



(Vicente Kresiak)

23 de maio de 2009

Solidão

Ando triste, e ando
Sem entender toda
Essa tristeza

Amontoando cinzas
De cigarro pela mesa...

Minha boca de
Cidadão arrependido,
Já não beija nem come.

Ando tão perdido,
Não me conheço ou
Reconheço o meu nome.

A vida não me abre
Tantos sorrisos, os dias
Demoram a passar.

Espero pela morte.
Vivo destas rupturas
Psicológicas initerruptas.

Como disse.
Nada sei. E... Somente.


(Vicente Kresiak)

17 de maio de 2009

4,50

Subiram
O preço do
Cigarro

Pr'eu morrer...

Pagando
Ainda mais
Caro.

Caro...

Caro pra
caralho!


(Vicente Kresiak)

15 de maio de 2009

Nicotina

Fumava como se
Nunca mais fosse
Acender um cigarro.

A noite...
Já não lhe oferecia
A mesma companhia.

À morte e aos
Tragos se limitava.

Enquanto a vida
De suas mãos fugia...


E fugia... Fugia...



(Vicente Kresiak)

25 de abril de 2009

Arrivée

Meu amor veio
Chegando devagar
Olhando-me de lado

Feito valsa
Em dias de chuva.

Seus braços,
Bastante ocupados,
Mal puderam abraçar

Mas a espera, havia
Finalmente acabado...


(Vicente Kresiak)

24 de fevereiro de 2009

Munich

Partira de ti, o sopro
Que fizera-me tremer...
Sensação única de ser.

Ser e estar vivo.
Vivo contando os dias,
Para poder tê-la aqui
Comigo.

Tu deverias saber,
Meu amor, que sinto
Por ti algo muito maior...

Que o frio na barriga
Do ver-te pela primeira vez.


(Vicente Kresiak)

10 de fevereiro de 2009

Tempo (!?)

Quanto
Tempo eu tenho?

Tempo, tenho (!?)
O tempo não me
Pertence, enfim...

Tempo, tempo.

Venho
Eu contabilizando.

O iníco jaz no passado,
E o fim se aproximando


(Vicente Kresiak)

26 de novembro de 2008

Passion

Sinto o seu perfume
Adentrando o quarto.
Semi-breu. Iluminado
Pela luz da madrugada...



(Vicente Kresiak)

Passion 2

E beijo a sua boca,
Seu corpo, e brinco
Com os teus cabelos.

E então eu percebo,
Que não preciso de
Absolutamente mais nada...



(Vicente Kresiak)

[manhã]

A manhã chega,
Toda sorrateira.

Despertando
E me lembrando

Que não dá
Para dar bobeira...



(Vicente Kresiak)

[tarde]

A tarde chega,
Assim, solitária.

Oferecendo
Sua companhia...

Sua alegria, até
Findar o meu dia.



(Vicente Kresiak)

[noite]

A noite chega,
Bem de manso.

Trazendo a mim
Todo o descanso...

De que preciso
Para poder seguir.



(Vicente Kresiak)

[madrugada]

A madrugada
Chega de repente.

Consertando
Os erros d'a gente.

Nos sonhos,
Tudo se resolve...



(Vicente Kresiak)

Pesadelo

O pior pesadelo
É despertar ainda
Pobre e sem algum
Sinal de melhoras...

E ele já buscou
Por diversas vezes,
Algum trocado nos
Seus bolsos fundos...

Furados. Que furada...

O pior pesadelo
Ainda é despertar
Sem trocado nenhum.

Em plena madrugada...

E assim perceber
Que amanhã não será
Como pudera ser outrora...

E talvez, se lhe for
Assim concebida, sua
Tão destemida vontade...

Amanhã, não haverá amanhã.


(Vicente Kresiak)